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Por Edilson José
Jornalista Edilson José

FERVENDO
O caldeirão da política sul-mato-grossense está fervendo. As acusações se espalham como fogo no palheiro e os eleitores é que ficam no meio da fumaça. No debate promovido pelo Midiamax o pega foi de arrepiar os cabelos. Os embates envolveram os seis candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, sendo que as maiores discussões envolveram os dois primeiros colocados nas pesquisas, o atual governador Reinaldo Azambuja, e o juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira. O eleitor fica no meio deste fogo cruzado só observando em quem vai votar no dia 7 de outubro.

ELEITORES
E se têm candidatos enrolados em processos judiciais, também não faltam
eleitores que não cumpriram deveres com a Justiça Eleitoral. Levantamento feito pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul aponta que mais de 61 mil eleitores não poderão votar em outubro porque tiveram seus títulos cancelados. Eles deixaram de fazer o cadastro biométrico que será exigido apenas em algumas cidades. Em Antônio João, por exemplo, os eleitores poderão votar tranquilamente com o título antigo. Já na Capital, existe um recorde de títulos cancelados. Resta saber se a justiça eleitoral vai aliviar ou deixar de fato estes eleitores fora do processo eleitoral deste ano.

FRACASSO
Se foi um fracasso o comparecimento dos eleitores para fazer atualização do título eleitoral em Mato Grosso do Sul, também está tendo um desempenho medíocre na campanha eleitoral o candidato do presidente Michel “Passando a Mão” Temer, o banqueiro Henrique Meirelles. Até agora o eleitor brasileiro não demonstrou nenhuma vontade de chamar o tal Meirelles para resolver a crise nacional. Diante de uma crise moral vivida pelo país, o homem forte de Temer está ali pau a pau com Vera Lucia, do PSTU; Guilherme Boulos, do Psol; e perdendo para outro banqueiro concorrente, João Amoêdo.

DANDO O QUE FALAR
O candidato a governador pelo PDT em Mato Grosso do Sul, juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, passou por Antônio João no último final de semana. Recebido por uma leva de seguidores discursou na frente do prédio onde funciona o seu comitê político formado por voluntários. Ele continua batendo na tecla da “Corrupção Zero” e moralização da gestão pública. Dr. Odilon continua com segurança, mas em menor número. Ele vai reclamar à Organização das Nações Unidas (ONU), a decisão do governo brasileiro de cortar o número de seguranças que sempre o acompanhou. Ele acha que pode, a qualquer momento, ser alvo de facções criminosas que ele combateu durante o tempo que exerceu a magistratura federal.

OUTRA MÚSICA
O ex-senador Delcídio do Amaral acaba de mudar de música para esclarecer a sua vida política em Mato Grosso do Sul. Primeiro ele estava usando uma música dos Paralamas, que diz o seguinte: “Entrei de gaiato no navio. Oh! Entrei, entrei, Entrei pelo cano”, agora a faixa da onda do “político roqueiro” é uma do “maluco beleza” que diz o seguinte: “Eu sou a mosca que perturba o seu sono. Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar”. A primeira, refere-se à explicação do caso Cerveró que o acabou levando a perda do mandato de senador; e a segunda é que estaria tirando sono de concorrentes e teria tucano querendo impugnar a sua candidatura ao Senado Federal mais uma vez. Delcídio foi inocentado da acusação de obstrução de justiça e agora luta para reaver o mandato em Brasília.

AGUARDANDO
Enquanto isso o ex-governador André Puccinelli continua guardado e aguardando desfecho a seu favor. Uma oitava denúncia contra o ex-governador deverá chegar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região na primeira quinzena do mês de outubro. Refere-se ao escândalo que ganhou o nome de “Lama Asfáltica”. A denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) foi rejeitada pelo juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, mas agora o processo vai caminha lá pelo TRF 3. Enquanto isso os emedebistas continuam correndo o trecho em busca de votos para o candidato da legenda, Júnior Mochi.

Frase do dia:
“Viva o hoje, pois o ontem já se foi, e o amanhã talvez não venha”.